sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

INVASÃO FORROZEIRA

Noaldo Ribeiro

Sociólogo.

Quinta-Feira, 27 de Outubro de 2011

Parece estranho, mas os forrozeiros de João Pessoa estão organizados num Fórum que dentre tantos objetivos, um deles é o de lutar para instituir as matrizes dessa música brasileira como patrimônio imaterial. Digo que parece estranho, pois esperava que esta iniciativa fosse partir de Campina Grande, sede do Maior São João do Mundo.
Mas pensando bem esse desestímulo dos forrozeiros campinenses, arraigados aos padrões “tradicionais” do forró, tenha razão de ser. É que cada vez mais, eles estão marginalizados e, em alguns casos, afastados dessa grande festa, cujos organizadores têm priorizado as bandas estilizadas que, por sinal, não registro nenhuma restrição a respeito das mesmas, excetuando-se a sua narrativa pornográfica, preconceituosa (principalmente contra a mulher), além de usarem indevidamente o título forró. A esse propósito, seria bem mais inteligente que a indústria cultural que lhes deu visibilidade tivesse batizado-as (como os baianos intitularam a sua nova música de axé music) com outro nome, tipo “mistureba news” ou coisa parecida.
Deixando as divagações de lado, o certo é que o Fórum do Forró caminha a passos largos. A sua gestão é compartilhada, mas sobressai-se, sem prejuízo dos outros artistas e ativistas, a presença de Chico Ribeiro (Cabras de Mateus), Beto Brito, D. Joana (Associação Balaio Nordeste), Forró Encabulado, João Neto, Forró Ripa na Chulipa, Junior Limeira, Flor de Caruá, Chamego Nordestino, Bira Delgado, Edson Azevedo e outros.
O Fórum não se restringe à capital. Artistas de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará foram contatados para fins de formar uma Rede que certamente potencializaria o poder de fogo dos forrozeiros do Nordeste.
Nesse sentido, e pessoalmente, instigo a moçada de Campina Grande a organizar-se na perspectiva de fortalecer este empreendimento que já conta com o apoio da Regional do Instituto Histórico, Artístico Nacional (IPHAN) que já enviou a sua matriz em Brasília o arrazoado que fundamenta o pleito ora proposto.
Agora, os forrozeiros trabalham com afinco no sentido de “invadir” Brasília. No Planalto Central eles buscam uma audiência com a presidência do IFHAN e com a própria ministra da Cultura. Da Asa Norte a Asa Sul, passando pelas cidades-satélites, o forró vai correr solto.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

CHICO RIBEIRO NO CCBNB


Chico Ribeiro e Os Cabras de Mateus (PB)
Dia 16, sex, 19h30
Entre autoral e releituras de Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga, a musicalidade popular de Chico Ribeiro e Os Cabras de Mateus voltam para Sousa, só que agora para um show de forró no teatro de nosso Centro Cultural. O que não quer dizer que alguém vai ficar parado! 60min.

"A PISADA É ESSA"

Apresentando uma nova face agora Chico Ribeiro e Os Cabras de Mateus, grupo criado em João Pessoa em meados de 2002, foi reformulado por Chico Ribeiro, que integrou o grupo onde divide composições e arranjos, acompanhado por sanfona, triângulo, zabumba e pandeiro. O nome do grupo é uma referência ao bairro Alto do Mateus, João Pessoa-PB, também inspirado no “Mateus”, personagem da cultura popular. Entre autorais e composições de outros nomes que muito bem divulgam o verdadeiro forró, o show de Chico Ribeiro é sempre uma saudação às tradições, e reafirma o compromisso que esta música tem como arte popular e identidade quanto raiz de tudo que, no estilo, veio depois e modernizando-se, conservando a essência. Em março de 2009, Chico Ribeiro e Os Cabras de Mateus gravaram seu primeiro CD intitulado “Porteira Aberta”, com a participação de Biliu de Campina, Antônio Barros e Cecéu, Adeildo Vieira, Jaqueline Alves e Gláucia Lima.